12.5.14

Imagem publicada no jornal Ilustração: Diário Carioca.  Ano IV número 927. Cinco de julho de 1931
Ilustração: Diário Carioca.  Ano IV n. 927. 05.julh. 1931

Sérgio Toledo Rodrigues*


            Literalmente revoltados com a prisão do Marechal Hermes da Fonseca – preso após criticar o processo eleitoral que garantiu a vitória de Artur Bernardes para presidência do Brasil.-, os tenentistas responderam rapidamente. Na madrugada do dia 5 de julho, comandaram uma série de levantes em instalações militares no Rio de Janeiro, em Mato Grosso e em Niterói. No Forte de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, mais de trezentos homens se sublevaram (revoltaram) e, para reprimi-los, o governo enviou mais de três mil soldados, que cercaram e bombardearam a fortaleza.






            A maioria dos amotinados se rendeu, mas alguns decidiram enfrentar as tropas governamentais: saíram pelas ruas de Copacabana com armas em punho. Houve troca de tiros e apenas dois sobreviveram: os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes, que no futuro iriam assumir papéis políticos de destaque. Esse evento, conhecido como Dezoito do Forte, marcou o início da luta dos tenentes contra o governo oligárquico que se findou com a Revolução de 30 - movimento armado, liderado pelos estados de Minas GeraisParaíba e Rio Grande do Sul, que culminou com o golpe de Estado, o Golpe de 1930, que depôs o presidente da república Washington Luís em 24 de outubro de 1930, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e pôs fim à República Velha.


Praça cinco de julho. Começou a ser construída em 1924 e foi finalizada em 1934. Imagens: Memor
Praça 5 de julho Década de 30. Fonte: MEMOR-SG


            Reverte de singela dúvida, sobre os questionamentos sobre o nome da Praça 5 de julho, sepultada pelo codinome Zé Garoto na cidade de São Gonçalo (RJ). Em princípio, é uma hecatombe, sepultar tal feito histórico a um pérfido nome que, nem cheira a uma história bem contada... Mas, São Gonçalo é isso, entendo, perfil da necrópole da história, cujos personagens travestidos de prefeitos e edis, passam por cima do grande cemitério que a civilização representa como disse o nobre Ministro Rubem Recupero mui sabiamente definiu nossos dias. Fiquei devendo esta para o amigo Tafulhar, que diz com sua sabedoria que o Rujany, sabe da história.

            Mas, perceba nobres... Nada é por acaso... E, nas tradições, 5 de julho por Zé Garoto é no mínimo uma excrescência. (Praça) Gianelli outra devorada, Terceiro Batalhão de Infantaria outra. Significa fazer uma autofágica confissão de burrice e falta de pudor humano e de conhecimento.

            Somos, realmente, governados por uma minoria acéfala e distorcida de tempo com canudos amassados nas axilas fedorentas da ignorância... VIVA A PRAÇA- 5 DE JULHO E A AV. DEZOITO DO FORTE. Fonte viva das lembranças dos que tombaram em nome de estarmos aqui hoje.



Sobre o Autor:

Sérgio Toledo Rodrigues Sérgio Toledo Rodrigues é colaborador do Blog Tafulhar. É editor da Página do Facebook Amigos de São Gonçalo e Sua História, destinada a inserção de dados históricos sobre a cidade de São Gonçalo, pela busca de sua identidade, com participação dos verdadeiros amigos desta cidade. Facebook: Sérgio Toledo.

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