30.4.14

Conde de Beaurepaire-Rohan (1812-1894). Imagem: Toledo


Luciano Campos Tardock*

            O título não é nada simples: primeiro e único visconde com grandeza de Beaurepaire-Rohan (pronuncia-se Burropér Rúon). Assim que era conhecido Henrique Pedro Carlos de Beaurepaire-Rohan. Nascido no sítio Sete Pontes em São Gonçalo (na época ainda parte de Niterói) em 1812 mas que viveu durante grande parte da sua vida na Fazenda Paraíso, onde hoje existe o 3° Batalhão de Infantaria, no bairro da Venda da Cruz.


            Seu pais eram Jaques Antônio Marcos de Beaurepaire, conde de Beaurepaire, e da filha do cônsul inglês no Rio de Janeiror, Maria Margarida Skeis de Rohan. Seu pai foi marechal-de-campo do exército francês perseguido por Napoleão Bonaparte, tendo-se refugiado em Portugal e acompanhado D. João VI de Portugal quando da vinda da corte para o Brasil, prestando relevantes serviços à coroa portuguesa.

            O Conde de Beaupaire-Rohan começou sua vida militar muito jovem, com apenas 7 anos de idade, em 1819 e ao que parece, sua vida militar foi impressionante. Aos 17 anos já era segundo-tenente de artilharia. Em 1837, entrou no Corpo de Engenheiros e em 1843 era diretor de obras municipais do Rio de Janeiro, realizando nesta cidade um excelente trabalho de urbanização. Em 1874 se tornou Marechal-de-Campo e no ano de 1880 alcançou a patente de Tenente-General.

            Governou as província do Paraná e do Pará, além de ter sido presidente da província da Paraíba. O seu governo foi marcado pela preocupação com a economia do Estado, a urbanização a educação e saúde da população. Sua administração foi considerada profícua, sendo visto como um político influente no período imperial.

Os últimos anos de sua vida, já afastado das questões militares foram dedicados basicamente a escrita. É autor de grande número de obras como “Relatório da Commissão Geral do Império”, em 1875; “Estudos ácerca da organização da carta geographica e da história physica e política do Brasil”, em 1877; “O futuro da grande lavoura, da grande propriedade privada do Brazil”, em 1878; “O primitivo e o actual Porto Seguro”, em 1881; - “A emancipação do elemento servil considerada em suas relações moraes e economicas”, em 1883; - “O abolicionismo e seus adversários”, publicado a 21 de julho de 1884, na “Gazeta de Notícias”;  60 - “Diccionario de vocabulos brazileiros”, em 1889.


Faleceu em julho de 1894 contando com 82 anos de idade depois de muito colaborar para a história, fosse com seus atos militares ou com os textos que escreveu. De acordo com a historiadora Ana Gillies da Universidade Tuiuti do Paraná o Barão “viveu todos os momentos dramáticos do século XIX” e “mesmo passados mais de cem anos de sua morte, ele ainda desempenha o papel que em vida pareceu escolher, ou aceitar para si, o de fonte de conhecimento”, seja essa compreensão para São Gonçalo ou outros lugares do Brasil.





Sobre o Autor:
Luciano Campos Tardock Luciano Campos Tardock é colaborador do Blog Tafulhar e coordenador do Memória de São Gonçalo. Formado em História pela Universidade Salgado de Oliveira, Especialista em História Moderna pela UFF e Mestre em História do Brasil também pela Universidade Salgado de Oliveira.

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