22.3.14

Evanildo Barreto fala sobre o papel da juventude. Imagem: Folha Nativa
Sem a mobilização massiva da juventude não é possível viabilizar mudanças estruturais na sociedade. Nesse sentido o momento no qual vivemos, com suas revoluções sociais protagonizadas pela classe produtiva e trabalhadora, é um bom exemplo do papel que cabe à juventude.


Em pleno século 21, podemos afirmar que se esgotou o ciclo de crescimento das economias mundiais.

Passou a época gloriosa do emprego e da renda. Estamos num período histórico onde predomina no mundo o desemprego estrutural e o esgarçamento da rede de proteção social do trabalhador. Principalmente devido ao mau uso dos impostos e encargos atribuídos ao setor produtivo. Sem contar os ditos “cases” de negócios nacionais, muitas vezes apaniguados pelos governos e seus bancos de fomentos, que descem ladeira abaixo e levam consigo os ativos dos contribuintes e investidores incautos.

Por isso, diante da crise econômica, mais uma vez a juventude de diversos países se depara novamente com um presente instável e com um futuro incerto. Assim, não foi por acaso as recentes mobilizações protagonizadas pela juventude na chamada primavera árabe, na luta pela educação no Chile, nas manifestações dos indignados na Espanha, nas revoltas espontâneas dos jovens ingleses, dentre outras.

O aprofundamento da crise econômica e sua influência no Brasil comprometerão a base de sustentação do crescimento da economia brasileira: a entrada maciça de capitais estrangeiros, o acesso ao crédito e os preços elevados das exportações de commodities. Um quadro como esse colocará imensos desafios para a juventude e para o conjunto da população brasileira, que no momento encontra-se dispersa, inerte e sem projeto político.

No último período a atuação dos mais variados movimentos de juventude tem se limitado a reivindicações por políticas públicas para juventude. De fato, políticas públicas são extremamente importantes, mas são também insuficientes, não se bastam, pois o que pode mudar as condições de vida da juventude brasileira é um conjunto de reformas estruturais na sociedade. Portanto, não há outra saída ao pensar a organização da juventude que não seja como portadora de um projeto político que busca concretizar reformas estruturais na sociedade.


O destino da juventude brasileira não depende simplesmente de uma pauta específica, mas de um conjunto de reformas democráticas, nacionais e populares. Dessa forma, as lutas da juventude não podem ser confundidas com uma disputa de classe social, mas um conjunto de lutas de seu povo. Nessa perspectiva a juventude não é um conceito abstrato separado da nação como um todo, mas parte fundamental da força social de um povo, reivindicando um necessário e oportuno projeto político.


      Sobre o Autor:

Evanildo Barreto Evanildo Barreto é Presidente da Associação Comercial e Empresarial de São Gonçalo - ACESG. Facebook: Evanildo Barreto

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