15.11.13


Vista aérea do Rio Guaxindiba - São Gonçalo (RJ)

            Quando se pensa em patrimônio pode se esquecer sobre o que fazemos referência, para o leitor desavisado. Devemos pensar patrimônio de uma maneira ampla e hoje em dia o conceito é algo bem aberto e abrangente, uma grande área de concentração que nem de construções arquitetônicas, monumentos e sítios arqueológicos podem definir. Ainda existem as belezas naturais, os símbolos de representatividade para um determinado grupo, os sambaquis... ou seja: Tem muita coisa na lista e aqui, é apenas uma ideia do que poderia ser feito.


            De realidade para realidade, de cidade para cidade, temos lugares que contemplam mais um determinado aspecto do que outros, tudo vai do perfil da cidade como é o caso de Paraty que tem seu centro histórico como um grande patrimônio histórico, assim como A como em Bonito (MS), tem um foco maior em seu patrimônio natural incrível, como a Bahia tem tudo isso e ainda tombou o acarajé como patrimônio cultural imaterial. Mas e no caso de um local que ainda não tenha seu patrimônio tombado...

Mas aí vem a pergunta chave: No caso de uma localidade onde não existem leis de tombamento, ou que isto ocorra apenas por desejo do poder executivo local, sem pesquisa e preparado para tal trabalho, como este deve atuar?

Bem, vamos falar do que se tem em mãos. Como São Gonçalo poderia começar em seu patrimônio histórico que, dessa forma, poderia melhor a sensação de pertencimento, melhorar a identidade cultural dos munícipes entre outras questões. Já que é assim, por que não começar pela bandeira do município? De acordo com o trabalho de Gilmar Arruda, ali na bandeira, podemos ver elementos de “singularidade e identidades regionais ou nacionais em larga medida” e, ali na bandeira existem símbolos de cunho local, engastados na memória da população.

Na bandeira gonçalense estão símbolos de diversos momentos da história local – como o rio Guaxindiba, os ramos de açúcar e café, referências a diferentes momentos da região como os anos que marcam a criação da freguesia e da criação do município. Ali também estão gravadas referências da geografia da região como o alto do Gaia além de destacar o momento de impulsão do município de São Gonçalo apresentando as chaminés e a engrenagem que representam as indústrias do momento de maior expansão do município.

            Uma possível aplicação das leis de patrimônio histórico, artístico e cultural abrirá portas que sempre estiveram fechadas. Junto a história regional, ao ainda insipiente turismo gonçalense, aos roteiros históricos, rurais, religiosos e naturais que não tem nenhum apoio para o seu desenvolvimento. Mas, como eu falei lá no início, é apenas uma ideia.            






Vocês conseguem identificar cada uma das construções? 

Sem identificação, não existe pertencimento, nem patrimônio.

Sobre o Autor:
Luciano Campos Tardock Luciano Campos Tardock é colaborador do Blog Tafulhar e coordenador do Memória de São Gonçalo. Formado em História pela Universidade Salgado de Oliveira, Especialista em História Moderna pela UFF e Mestre em História do Brasil também pela Universidade Salgado de Oliveira.

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