25.4.13

Imagem: Tafulhar. Abr. 2013
            Construído na década de 20, no início do século passado para sediar o 3º Regimento de Infantaria do Exército (Regimento Araribóia), foi transformado em 3º Batalhão de Infantaria Motorizada, situado à Rua Dr. Porciúncula, 395, bairro de Venda da Cruz, no município de São Gonçalo-RJ, numa área de 146.772,00 m² (cento e quarenta e seis mil setecentos e setenta e dois metros quadrados) o que equivale a 17 (dezessete) campos de futebol, com as medidas do Maracanã.






            A unidade teve papel importante na Batalha de Monte Castelo, Itália, no decorrer da Segunda Guerra Mundial. 

Batalha em Monte Castelo, Itália (1945)

            São Gonçalo enviou um bom contingente de soldados, nascido na cidade. Isto se deve ao fato de que na época do embate a cidade contava com um Regimento de Infantaria, com soldados das três Forças Armadas que lá treinavam. Antes da Segunda Guerra Mundial, o Coronel Zenóbio da Costa comandava a unidade; quando foi designado para Força Expedicionária Brasileira (FEB), então como General, vinha pessoalmente a unidade escolher os melhores homens para se tornarem expedicionários. (SILVA, 2003)


Comandante do 14 RI..Zenóbio da Costa , comandante da FEB, com a sociedade Gonçalense. Fonte: Amigos de São Gonçalo e sua História.


Fotografias dos tempos áureos do 3° Regimento de Infantaria


Quartel do 3º Batalhão de Infantaria Fonte: Campos


3° Regimento de Infantaria, 20set. 1941


 
Esq./dir. , em primeiro plano: Ernani Amaral Peixoto (3°) e Getúlio Vargas(5°)
 

Getúlio Vargas, Ernani Amaral Peixoto e Filinto Müller em visita ao 3º Regimento de Infantaria (RI) do Exército (São Gonçalo, RJ, 20 set. 1941) Fonte: CEPDOC/FGV

Exposições de carros antigos, feiras de artesanato eram alguns dos eventos presentes no 3º BI. Fonte: Acervo Lucidalva de Paula.


3° Batalhão de Infantaria (já desativado) 22 abr. de 2013 Fonte: Wilson Vasconcelos (TAFULHAR)
Processo de desaquartelamento urbano: 3º Batalhão de Infantaria transferido

             Nos últimos anos, as Forças Armadas do Brasil, sobretudo, o Exército vem num processo de desaquartelamento urbano cujo foco principal é fiscalizar e proteger as fronteiras do país no intuito de impedir a entrada de armas de fogo e drogas. No ano de 2007, o 3° Batalhão de Infantaria em Venda da Cruz foi desativado e transferido para  a cidade de Barcelos, no Amazonas, e se tornou o 3º Batalhão de Infantaria de Selva (3° BIS). O antigo local do batalhão, em São Gonçalo, ainda era mantido pelo exército, mas sem importância logística para o Governo Federal.

3º Batalhão de Infantaria de Selva (3° BIS), Amazonas. 8 de set. 2010 (inauguração)


3° Batalhão de Infantaria desativado em 2007: Propostas e soluções

            Em 18 de outubro de 2007, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), presidida pelo deputado Jorge Picciani, propõe  em Indicação Legislativa nº 163/2007, a implantação de um Batalhão da Polícia Militar no 3° BI. 

Objetivo: “proporcionar maior segurança à população, bem como aproveitar o espaço em que já funcionava um órgão militar, com características necessárias à formação de profissionais de segurança pública (...) despesas decorrentes da Secretaria de Segurança Pública”.

            Em novembro de 2007, - Indicação Legislativa nº 164/2007 - propõe a implantação de uma Escola Técnica Profissionalizante na área de petróleo, gás e meio ambiente no 3° BI.


Objetivo: “formar profissionais capacitados para suprirem a necessidade de mão de obra qualificada, para que possam atuar junto ao Complexo Petroquímico, que será instalado nos Municípios de Itaboraí e São Gonçalo (...). Caberão as Fundações ou Empresas Privadas a participarem na qualificação profissional na parte educacional, cultural, esportiva e no meio ambiente, assegurando aos jovens uma formação intelectual. (...) As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão às expensas de dotações próprias das fundações ou empresas privadas.”


Mudança de Rumo: Desabrigados das Chuvas de Abril de 2010.


            Um temporal que durou cinco horas parou o Rio no dia 5 de abril de 2010, deixando a população ilhada na hora de voltar para casa. A chuva forte provocou dezenas de pontos de alagamento e quilômetros de engarrafamentos de norte a sul da cidade. Em 24 horas, entre os dias 5 e 6, choveu 280 milímetros — o dobro da média histórica para o mês de abril inteiro. 

Deslizamento no Morro do Bumba, Niterói-RJ, 2010 Fonte: Ambiencia.org
.             Em 6 de abril de 2010, ocorre um forte deslizamento de terra no local conhecido como Morro do Bumba, na cidade de Niterói, que resultou em morte de dezenas de pessoas. Para além, muitos moradores ficaram desabrigados. O episódio ficou conhecido como Tragédia do Bumba, pois a comunidade que leva este nome teve o maior número de vítimas dos desabamentos.

            Nos dias que sucederam ao desabamento, os desabrigados se dividiram em dois abrigos oferecidos pela prefeitura de Niterói: o 3º BI, que fica em Venda da Cruz, São Gonçalo, e o 4º Grupamento de Companhias de Administração Militar - 4º G-CAM, localizado no bairro Barreto, Niterói, para instalação provisória destas famílias. Os referidos quartéis foram provisoriamente adaptados para atender aos desabrigados naquele momento de desespero, em que perderam suas casas, não gerando qualquer direito adquirido.


            No 3º BI, suas instalações foram divididas ao meio: parte direita serve como moradia provisória para os desabrigados das chuvas no Morro do Bumba, em Niterói e a parte esquerda a Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM) e a 72ª Delegacia Legal. Estas funcionam de forma rudimentar, com máquinas de escrever, sem banheiros e recursos mínimos, bem aquém de uma estrutura padrão de uma Delegacia Legal. Em 2011, por decisão judicial, os desabrigados que estavam alocados no 4º GCam fossem transferidos para o 3º BI.






Propostas de cidadãos e do poder público em elaborar projetos de revitalização do antigo 3º BI.

Lucidalva de Paula
Uma das precursoras em nome de um legado de preservação patrimonial do antigo 3º BI foi a artesã e líder sindical Lucidalva de Paula autora, ainda no ano de 2009, desenvolve o projeto Pólo Histórico, Cultural, Paisagístico, Ecológico, Turístico e Esportivo. Para buscar representatividade ao seu projeto, Lucidalva foi à busca de assinaturas de representantes da cidade civil organizada tais como: Rotary Club, ACESG, SAVRA, etc...   para que as edificações e o terreno fossem preservados enquanto patrimônio municipal. Trazendo consigo uma vasta lista de assinaturas, foi ao encontro do então vereador José Antônio Machado ao qual desenharam um projeto lei nº 078/2010 que visava tornar o antigo 3º BI como patrimônio Histórico.

            Em abril de 2011, a prefeitura de São Gonçalo elabora um parecer técnico favorável, através da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Saneamento Ambiental (EDURSAN), no intuito de destinar o espaço (do 3º BI) na utilização do “Complexo Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e demais Serviços Municipais” e preservar a estrutura arquitetônica.  

            Em Julho de 2011, a Câmara Municipal aprova e a prefeita sanciona como Patrimônio Público Histórico Cultural, Paisagístico, Artístico e Ecológico a área total (LEI N°.362/2011) – livre e construída do antigo 3º Batalhão de Infantaria Motorizada (3º BI), no bairro de Venda da Cruz, destinada aos usos da cultura, esporte, lazer, turismo e atividades correlatas à preservação da natureza.

            Em julho de 2012, o jornal O Fluminense noticia a aquisição do 3° BI pelo governo do Estado do Rio de Janeiro e a consequente utilização do espaço para construção de um conjunto habitacional, além uma creche, escola, posto de saúde e delegacia, no intuito de abrigar 1.200 famílias. Enquanto o 4º GCam, em Niterói, teria a instalação da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, a construção de uma arena poliesportiva além da expansão do colégio Pedro II.






            No final de 2012, o governo estadual pressiona a prefeitura de São Gonçalo ao destombamento do 3°BI para que aquela utilize o espaço na construção das habitações e serviços anteriormente divulgados. É preciso destacar a pressão dos movimentos culturais locais, que, articulados, pressionaram o legislativo municipal, o que resultou no não destombamento.


            Em 2013, São Gonçalo elege novo prefeito, mas o fantasma do destombamento permanece. Inclusive ocorre uma reunião secreta dos vereadores da cidade com o Secretário Estadual de Obras. O secretário apresenta uma maquete contendo as intenções do governo do Estado no qual previa: uma delegacia legal, creche, escola, posto de saúde, ginásio poliesportivo, sede social, estacionamento, pequenas áreas de lazer e centros comerciais, além de local para armazenagem de lixo além da promessa de manutenção de alguns prédios do quartel.


            Inconformados com a possibilidade de destombamento da área do 3º Batalhão de Infantaria (BI), em São Gonçalo, para a construção de um conjunto habitacional e demais promessas, moradores do município e alguns vereadores programam uma audiência pública em maio de 2013.

Audiência Pública  sobre o 3º BI na OAB . 18 de maio. Imagem: Tafulhar

            A intenção da audiência pública era discutir sobre o projeto de destombamento do antigo 3º Batalhão de Infantaria do Exército. O encontro teve a presença do subsecretário de urbanismo do Estado, Vicente Loureiro, do presidente da 8ª Subseção da OAB Dr. José Luiz, dos vereadores: Jorge Mariola (que presidiu a seção), Marlos Costa, William Sapucaia, Sérgio Gevú, Diego São Paio, José Carlos Vicente, Iza Deolinda, Lecinho e Professor Paulo, além do secretário municipal de Governo, Sandro Almeida, da vice-prefeita, Mariângela Valviesse, dos deputados estaduais Altineu Côrtes e Graça Mattos e diversos representantes da sociedade civil organizada, como: o presidente da União dos Jornalistas e Comunicadores de São Gonçalo (UNIJOR), Frederico Carvalho, do ativista da UNIBAIRROS, Valdo Barros, e cerca de 150 moradores de bairros como: Jardim Catarina, Salgueiro, Nova Grécia, Novo México, Palmeira, entre outros, que sofreram com as chuvas de 2010. Fonte: Made in Gonça



            O destombamento do 3º BI foi defendido pelos vereadores Lecinho (autor do projeto), Sérgio Gevú, deputada Graça Mattos, deputado Altineu Côrtes, pelo secretário Sandro Almeida, pela vice-prefeita Mariângela Valviesse, por representantes das vítimas da tragédia de 2010, mas foi duramente criticado pelos vereadores Diego São Paio, Jorge Mariola, Marlos Costa, Alexandre Gomes, pelo líder comunitário, Valdo Barros, o presidente da UNIJOR, Frederico Carvalho, pelo professor Josemar Carvalho (presidente do PSOL de São Gonçalo), Lucidalva de Paula entre outros.

            Em alguns momentos da seção, pessoas protestavam na plateia e precisaram ser advertidas, as vítimas lembraram a tragédia com diversas faixas, banner's com as cenas de parentes mortos e casas destruídas, além de diversas cruzes colocadas frente a mesa diretora simbolizando os óbitos, foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem aos que perderam a vida naquele triste episódio. As principais reivindicações, dos desabrigados, estavam pautadas do baixo valor do auxílio aluguel social e que as casas deveriam ser construídas nos seus bairros de origem.

            Insatisfeitos com o andamento da audiência pública e receosos por um possível decreto do prefeito Mulim que retirasse o tombamento do 3º BI, moradores e representantes de dez entidades de São Gonçalo montaram uma vigília na Câmara Municipal do município para impedir que os vereadores da cidade aprovem mensagem do prefeito. Para além, foram promovidos atos público no bairro da Venda da Cruz. Novamente, a participação maciça dos movimentos sociais em prol da preservação do patrimônio 3º BI conseguiram impedir o decreto de destombamento.



Ato Público na Venda da Cruz (foto Frederico Carvalho)
Voluntários e moradores por amor a São Gonçalo.






A judicialização dos conflitos sociais: A reviravolta
            Em julho de 2013, a prefeitura de São Gonçalo publica, nos Atos Oficiais do Município, um decreto nº 164/2013 “tem por objetivo permitir que um ato normativo inconstitucional possa ser descumprido no âmbito do município”, referindo-se à Lei Municipal 362/2011, de iniciativa da Câmara dos Vereadores, que tombou o imóvel do 3º BI. De acordo com a nota da prefeitura, “o decreto municipal não suspendeu a lei e sim autoriza que se pratique atos contrários a ela”. Para além, o Município apresentou representação de inconstitucionalidade da lei perante o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para que seja declarada a sua inconstitucionalidade.




         Em novembro de 2013, com base no processo 0038275-62.2013.8.19.0000, o Órgão especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro entendeu que houve flagrante invasão do poder legislativo na competência exclusiva do poder executivo. Ou seja, o tombamento de bens pressupõe um juízo de conveniência e oportunidade que depende da análise privativa do Prefeito, o que, em tese, não ocorreu.


A Lei Municipal n° 362, de 21 de julho de 2011, denota notória interferência legislativa, não autorizada pela Constituição Estadual, em atividade típica do Executivo, qual seja, a de tombamento de bens, uma vez que esta pressupõe um juízo de conveniência e oportunidade que depende da análise privativa do Prefeito. Por tais fundamentos, voto no sentido de julgar procedente a Direta de Inconstitucionalidade da Lei Municipal nº 362, de 21 de julho de 2011, do Município de São Gonçalo.

            Atualmente, o complexo do antigo 3º BI teve seu tombamento extinto pela justiça, não há mais nenhum morador e o local vem sendo protegido por seguranças particulares.

            Que fim aguarda o Infante? Só nos resta aguardar. 
Para quem é religioso ou simpatizante, deixo uma oração. A oração do Infante.


Imagem elaborada nos tempos áureos do 3° BI. (registro:22. abri.2013)

Imagem elaborada nos tempos áureos do 3° BI. (registro:22. abri.2013)

Imagem do 3° BI. (registro:22. abri.2013)






IMAGENS. CEPDOC/FGV (abril de 2013)

Referências:

AMORIM, Paulo Dartanham Marques. A participação da força terrestre na história militar nacional. Em conflitos internos. s.a. http://www.cprepmauss.com.br/documentos/revolucaesdosanos20eintentonacomunista17892.pdf

INDICAÇÃO LEGISLATIVA Nº 163/2007. A IMPLANTAÇÃO DE UM BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR NO 3° BI.

INDICAÇÃO LEGISLATIVA Nº 164/2007.  A IMPLANTAÇÃO DE UMA ESCOLA TÉCNICA PROFISSIONALIZANTE NA ÁREA DE PETRÓLEO, GÁS E MEIO AMBIENTE NO 3° BI.

JORNAL O FLUMINENSE. http://www.ofluminense.com.br/editorias/cidades/area-do-3%C2%BA-batalhao-de-infantaria-abrigara-conjunto-para-desabrigados-de-sg (abril de 2013)

JORNAL OGLOBO. http://oglobo.globo.com/rio/entidades-protestam-contra-destombamento-do-regimento-arariboia-7040972  (abril de 2013)

LEI N°.362/2011. LEI INSTITUI COMO PATRIMÔNIO PÚBLICO HISTÓRICO CULTURAL, PAISAGÍSTICO, ARTÍSTICO E ECOLÓGICO A ÁREA TOTAL – LIVRE E CONSTRUÍDA DO ANTIGO 3º BATALHÃO DE INFANTARIA MOTORIZADA (3º BI), NO BAIRRO DE VENDA DA CRUZ.

SILVA, R.F. da. A Praça dos Ex-Combatentes: Memória e Esquecimento, São Gonçalo, UERJ-FFP, 2003.

WIKIPÉDIA (Força Expedicionária Brasileira). http://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7a_Expedicion%C3%A1ria_Brasileira (abril de 2013)


WIKIPÉDIA (MORRO DO BUMBA). http://pt.wikipedia.org/wiki/Morro_do_Bumba



Sobre o Autor:
Wilson Santos de Vasconcelos
Wilson Santos de Vasconcelos é editor do Blog Tafulhar. Formado em sociologia pela UFF, mestre em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais pela ENCE/IBGE e Doutorando em Ciência Política pela UFF.

{ 17 comentários... read them below or Comment }

  1. Beleza de trabalho, mais só para acrescentar o quartel não nasceu 3º RI. Foi criado através do Decreto 465 de Dezembro de 1935 como 14º Regimento de Infantaria, após a Intentona Comunista quando o as instalações do 3ºRegimento de Infantaria que funcionava na Praia Vermelha foi totalmente destruído após massacrante bombardeamento das tropas leais ao Governo Vargas, o 3º RI foi transferido para São Gonçalo, dizem as más linguas que enviaram para longe temendo outro golpe comunista, então a partir de Janeiro de 1940 passa a denominar-se 3ºRI, mudando novamente a denominação em Janeiro de 1975 para 3º BI, assim ficando até sua desativação em 2007...

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    1. Obrigado por contribuir e engrandecer o artigo. Volte sempre. Abraços

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  2. Excelente matéria que faz parte da história de São Gonçalo. Parabéns!!!

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  3. É muito triste ver um patrimônio ambiental de nossa cidade ser demolido. A população precisa crescer em qualidade de vida e não especulações habitacionais como querem fazer. Diga Não ao destombamento do 3º BI, assinem a petição no link: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2013N40788

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  4. O 3° BI teve também a incorporação do Batalha de Caçadores que funcionava na Ponta da Areia aonde é a Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha.

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    1. Boa, Brunno Sena! Eu vou pesquisar sobre e adicionar no texto. Muito Agradecido

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  5. Bando de cretinos e hipócritas! Um patrimônio dessa magnitude, será demolido para a construção de apartamentos. Especulação imobiliária para encher mais ainda os bolsos de políticos corruptos e donos de empreiteiras! Fui militar do 3º BI em 97/98, época mais importante da minha vida, onde a minha mente jovem e em formação, já com os conceitos de bem dados pela minha educação familiar, foram consolidados e se hoje sou um homem de carater e de bem, posso atribuir dois anos dessa formação ao exército, sendo mais incisivo, ao 3º BI! Hoje os jovens de Niterói e São Gonçalo se alistam onde? Servem onde? Aprendem a ser de bem onde? Nas favelas, nos becos, roubando desde cedo nos centros das cidades...
    O meu coração sangra em verde oliva quando penso nessa perda!

    Luiz Palmieri

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  6. O meu pai serviu no 3º RI em 1938 e foi promovido a cabo, pessoalmente, pelo então, Coronel Zenóbio da Costa,comandante daquele glorioso Regimento. E essa promoção aconteceu exatamente no dia do aniversário dele. O meu pai relatava esse acontecimento com muito orgulho e lágrimas nos olhos, quando se lembrava desse dia! É uma pena que um pedaçinho da história da minha família, vai desaparecer! É muito triste ! Abraços!

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  7. O Nobre Articulista, Uffiano como eu, discorreu brilhantemente sobre o antigo 3º RI (Regimento Ararigbóia) depois 3º BI (Terceiro Batahão de Infantaria), criminosamente desativado por falsos brasileiros e mercenários e foi reativado em Barcellos, na Amazônia, sob a denominação de 3º BIS (Terceiro Batalhão de Infantaria de Selva); no entanto, faz-se necessário um parenteses, para dizer que EXISTE UMA ENTIDADE QUE PROCURA PRESERVAR A HISTÓRIA DO "ESQUECIDO" REGIMENTO ARARIGBÓIA! Trata-se da ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS E VETERANOS DO REGIMENTO ARARIGBÓIA, que foi "escorraçada" de suas instalações no 3º BI, mesmo sob a promessa de que iríamos continuar no local! A SAVRA, no próximo dia 29/10/2016, completará 22 anos de existência, lutando para resgatar a memória de tão memorável Unidade Militar, que cobriu de glórias o Povo Gonçalense, deixando nos longínquos campos de batalha da Itália, Pracinhas gonçalenses que hoje, são SOLENEMENTE ESQUECIDOS pelas ditas "autoridades" do Estado que, nas p´paginas futuras da história, estarão "do lado negro da força". Atualmente a SAVRA, por deferência do Glorioso Exército Brasileiro, personificado pelo Comando da Artilharia Divisionária 1 (AD-1), tem sua Sede Administrativa, nas instalações da antiga 2ª CSM, atual Serviço de Inativos e Pensionistas, à rua Dr. Celestino, 79 - Centro de Niterói! Procuramos manter a vibração em nossos associados, desenvolver o civismo entre os jovens, participando dos desfile de 7 de Setembro em Niterói e 22 de Setembro em São Gonçalo, apesar das "mídias locais" especialmente de Niterói, ignorarem solenemente nossa participação, chegando a editar os vídeos feitos, para retirarem nossa particvipação! Em assim sendo, se o nobre articulista desejar nos fazer uma visita, estaremos ao dispor! Joanir dos Santos Costa - Diretor Administrativo da SAVRA

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    1. Caro Joanir Costa, perdoe-me por ter esquecido de mencionar a SAVRA que tem como um dos seus pares o professor Altivo Aleixo! Gostaria muito de visitá-los. Quais são os dias que o senhor se dispõe e conversar? Muito obrigado pela visita!

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  8. Preciso de pegar uma certidão de tempo de serviço da epóca em que servi no 3º BI. Alguém sabe me informar em qual unidade ficou a documentação do 3º BI.

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  9. Comando da Artilharia Divisionária 1 (AD-1), tem sua Sede Administrativa, nas instalações da antiga 2ª CSM, atual Serviço de Inativos e Pensionistas, à rua Dr. Celestino, 79 - Centro de Niterói!

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  10. Hj sinto-me lijongeado em ter servido no 3 batalhão do inferno como assim era conhecido por aqueles que serviram em 92
    E me emociono em lembrar de vários epsodios ali acontecidos.
    Hj quando paço em frente e olho para a minha companhia eu me emociono
    3-cia de fuzileiro
    Pelotão Montese
    Quando Paço com meus filhos lembro-me orgulhoso de ter servido
    No 3-VI
    INFANTARIA HJ & SEMPRE !

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    Respostas
    1. Eduardo Gonçalves11 de julho de 2017 10:33

      Somos da terceira cia a treme terra da infantaria ..... um abraço sou o sd Gonçalves do segundo pelotão servi em 1992 sendo promovido a cabo EV no mesmo ano .

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    2. Sd Emerson 3 cia N 1047 2 pelotão turma 1992 FORNOVO lembrou de vc! Você era vibrador!!!

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  11. É muito triste ver o fim do 3° BI (terceiro buraco do inferno) apelido carinhoso dos infantes que lá serviram com muita hora, lembro do primeiro dia ao passar pelo portão das armas e ver o lema logo na entrada “ Os melhores são apenas bons para a infantaria’’.
    Alexandre Barquete
    Soldado 761 do 3° pelotão da 3° Cia e soldado de transito do Batalhão.

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  12. A ganância e a prepotência tem por fim acabar com uma história sem igual, enquanto muitos países têm como honra em proteger suas histórias os políticos brasileiros querem acabar com ela, servi ali e amo meu batalhão, melhor fase da minha vida.

    OS MELHORES SÃO APENAS BONS PARA A INFANTARIA

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