29.12.12


            Nessa última parte, poderíamos buscar um pouco a questão do patrimônio imaterial. Podemos entender esse tipo de patrimônio como todo aquele que deriva da produção humana como a dança, o canto, a poesia, entre outras áreas.



            Pouco se mantém das práticas culturais de São Gonçalo. Fato curioso é que, nem as que são efetivamente ligadas ao seu santo de origem, são mantidas como é o caso da dança de São Gonçalo. A Dança de São Gonçalo tem origem portuguesa e pode ser encontrada em diversos estados do Brasil, com características próprias em cada região.

            Essa dança era encenada no dia do martírio do santo, dia 10 de janeiro, geralmente no interior das Igrejas erigidas em sua homenagem. Na cidade do Porto, em Portugal, o ato de se dançar nas ocasiões de comemoração a São Gonçalo era chamado de Festa das Regateiras. Ocasião em que participavam as mulheres que queriam se casar. A dança era realizada dentro da igreja, o que nos remete à Idade Média e Moderna em Portugal.



            Apesar de não existir mais uma data específica para honrarias ao santo, ainda que exista uma data de martírio, acabam por não se fazer mais festas para São Gonçalo. Isso ajuda no processo de enfraquecimento da tradição da sua dança. Locais como na Bahia, Paraná, Minas, Alagoas, Pernambuco e Sergipe. Sendo que o seu primeiro registro ocorreu na Bahia, no ano de 1718. Nas pesquisas feitas recentemente, nenhuma referência surgiu com relação ao estado do Rio de Janeiro, ou mesmo ao município de São Gonçalo. Parece que, nem a lenda de que São Gonçalo é tão casamenteiro quanto Santo Antônio, talvez o conhecimento dessa característica o salvasse do esquecimento por parte do clero, do povo e das autoridades competentes (e das solteiras, claro).

Sobre o Autor:
Luciano Campos Tardock Luciano Campos Tardock é colaborador do Blog Tafulhar. Formado em História pela Universidade Salgado de Oliveira, Especialista em História Moderna pela UFF e Mestre em História do Brasil também pela Universidade Salgado de Oliveira.

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  1. Poucos sabem que a Faz. do Colubandê esta abandonada mesmo passando em frente a ela todos os dias. Qual será deu futuro fico me perguntando as vezes. Tento imaginar até quem poderia assumir e dar uma destinação melhor prá ela: Fund. Parques e Jardins (temos uma?), a Igreja, alguma ONG ou sociedade organizada, iniciativa privada ??? Me entristeço antecipadamente em pensar de futuramente ali encontrarmos torres de condomínios maquiados de irão preservar a memória do povo gonçalense...

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