2.4.12

 
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) é o órgão federal responsável pelas políticas nacionais de desenvolvimento social, de segurança alimentar e nutricional, de assistência social e de renda de cidadania no país.

A secretaria que administra a estatística do MDS é a Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (SAGI). Dentre tantas informações disponíveis no SAGI, há o Boletim que descreve, de um modo geral, informações  sociodemográficas dos municípios no país.

 Algumas informações disponibilizadas já foram descritas no blog. Mas, não custa nada ver outras visões acerca do mesmo objeto. Confira abaixo:

 
Município: São Gonçalo / RJ  

Aspectos sociodemográficos

 Demografia  
 
A  população  do  município  ampliou,  entre  os  Censos  Demográficos  de  2000  e  2010,  à  taxa  de 1,17%  ao  ano,  passando  de  889.828  para  999.728  habitantes.  Essa  taxa  foi  superior  àquela  registrada  no Estado, que ficou em 1,08% ao ano, e superior a cifra de 1,06% ao ano da Região Sudeste. 
 
A variável utilizada para calcular a taxa de crescimento anual é chamada tecnicamente de taxa média geométrica. É um indicador utilizado para visualizar o crescimento médio anual de dada população.

Txcg = ((P(t + n) / P (t)) 1/n )- 1,  ou  se for utilizar o excel Txcg =((B5/A5)^0,1)-1, onde:
Txcg =  taxa de crescimento considerada;
P(t + n) =é a população no ano;
P(t) é a população no início do período (ano t);
n = é o intervalo de tempo entre as dois períodos.
 

 

A  taxa  de  urbanização  apresentou  alteração  no  mesmo  período.  A  população  urbana  em  2000 representava 100% e em 2010 a passou a representar 99,93% do total.

 A  estrutura  demográfica  também  apresentou  mudanças  no  município.  Entre  2000  e  2010  foi verificada  ampliação  da  população  idosa  que,  em  termos  anuais,  cresceu  3,9%  em  média.  Em  2000,  este grupo representava 9,2% da população, já em 2010 detinha 12,0% do total da população municipal. 

  O  segmento  etário  de  0  a  14  anos  registrou  crescimento  negativo  entre  2000  e  2010  (-0,6%  ao ano).  Crianças  e  jovens  detinham  24,8%  do  contingente  populacional  em  2000,  o  que  correspondia  a 220.455  habitantes.  Em  2010,  a  participação  deste  grupo  reduziu  para  20,7%  da  população,  totalizando 206.694 habitantes.


A  população  residente  no  município  na  faixa  etária  de  15  a  59  anos  exibiu  crescimento populacional (em média 1,34% ao ano), passando de  588.661 habitantes em 2000 para  672.750 em 2010. Em 2010, este grupo representava 67,3% da população do município. 

Perfil social

Dados  do  Censo  Demográfico  de  2010  revelaram  que  o  fornecimento  de  energia  elétrica  estava presente  praticamente  em  todos  os  domicílios.  A  coleta  de  lixo  atendia  93,8%  dos  domicílios.  Quanto  à cobertura  da  rede  de  abastecimento  de  água  o  acesso  estava  em  79,7%  dos  domicílios  particulares permanentes e 82,0% das residências dispunham de esgotamento sanitário adequado.  

Quanto  aos  níveis  de  pobreza,  o  Censo  Demográfico  de  2010  indicava  que  o  município  contava com  31969  pessoas  na  extrema  pobreza,  sendo  68  na  área  rural  e  31901  na  área  urbana.  Em  termos proporcionais,  3,2% da  população está na  extrema  pobreza,  com intensidade maior na área rural (9,3% da população na extrema pobreza na área rural contra 3,2% na área urbana). 

Em 2010, a taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais era de 3,4%. Na área urbana, a taxa era de 3,4% e na zona rural era de 12,6%. Entre adolescentes de 10 a 14 anos, a taxa de analfabetismo era de 1,6%. 

Aspectos econômicos

Produção  

Entre  2005  e  2009,  segundo  o  IBGE,  o  Produto  Interno  Bruto  (PIB)  do  município  cresceu  52,0%, passando  de  R$  6.326,6  milhões  para  R$  9.615,6  milhões.  O  crescimento  percentual  foi  superior  ao verificado no Estado que foi de 43,3%. A participação do PIB do município na composição do PIB estadual aumentou de 2,56% para 2,72% no período de 2005 a 2009.

A  estrutura  econômica  municipal  demonstrava  participação  expressiva  do  setor  de  Serviços,  o qual  responde  por  78,6%  do  PIB  municipal.  Cabe  destacar  o  setor  secundário  ou  industrial,  cuja participação  no  PIB  era  de  14,2%  em  2009  contra  12,5%  em  2005.  No  mesmo  sentido  ao  verificado  no Estado, em que a participação industrial decresceu de 12,5% em 2005 para 22,4% em 2009.


Mercado de trabalho
O  mercado  de  trabalho  formal  do  município  apresentou  em  todos  os  anos  saldos  positivos  na geração de novas ocupações  entre 2004 e 2010. O número de vagas  criadas neste período foi de  20.823.

No último ano as admissões registraram 39.241 contratações contra 34.645 demissões. 


Segundo  dados  do  Ministério  do  Trabalho  e  Emprego,  o  mercado  de  trabalho  formal  em  2010 totalizava  101.144 postos,  22,3% a  mais  em relação a  2004. O desempenho do município  ficou  abaixo da média verificada para o Estado, que cresceu 33,3% no mesmo período.

Segundo  dados  do  Ministério  do  Trabalho  e  Emprego,  o  mercado  de  trabalho  formal  em  2010 totalizava  101.144 postos,  22,3% a  mais  em relação a  2004. O desempenho do município  ficou  abaixo da média verificada para o Estado, que cresceu 33,3% no mesmo período.

Os  setores  que  mais  aumentaram  a  participação  entre  2004  e  2010  na  estrutura  do  emprego formal  do  município  foram  Comércio  (de  27,54%  em  2004  para  30,32%  em  2010)  e  Construção  Civil  (de 2,16% para 3,96%). A que mais perdeu participação foi Serviços de 38,83% para 35,39%.
  
Finanças públicas
   
A receita orçamentária do município passou de R$ 334,1 milhões em 2005 para R$ 513,5 milhões em 2009, o que retrata uma alta de 53,7% no período ou 11,35% ao ano.

A  proporção  das  receitas  próprias,  ou  seja,  geradas  a  partir  das  atividades  econômicas  do município,  em  relação  à  receita  orçamentária  total,  passou  de  29,52%  em  2005  para  28,25%  em  2009,  e quando se analisa todos os municípios juntos do estado, a proporção aumentou de 36,25% para 37,73%. 

 A  dependência  em  relação  ao  Fundo  de  Participação  dos  Municípios  (FPM)  diminuiu  no município, passando de 6,71% da receita orçamentária em 2005 para 6,65% em 2009. Essa dependência foi superior àquela registrada para todos os municípios do Estado, que ficou em 5,59% em 2009.


As  despesas  com  saúde,  educação,  urbanismo,  previdência  social  e  administração  foram responsáveis por 85,57% das despesas municipais. Em assistência social, as despesas alcançaram 1,97% do orçamento total, valor esse inferior à média de todos os municípios do estado, de 2,59%.



Sobre o Autor:
Wilson Santos de Vasconcelos Wilson Santos de Vasconcelos é editor do Blog Tafulhar. Formado em sociologia pela UFF e mestre em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais pela ENCE/IBGE.

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